A Vital Lubrificantes produz óleos lubrificantes em Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Em uma fábrica assim, pequenos vazamentos do refino e da armazenagem fazem parte da rotina, e todo esse óleo acaba chegando à ETE oleosa. O problema aparecia nos dias de muita chuva. A engenheira Janaína Sehn projetou a solução: mais estágios de separação na caixa separadora e um skimmer de fita TWS-4000 da Tecwag.
O problema: a ETE saturava com a chuva
Na planta, o óleo dos vazamentos chega à caixa separadora pela rede pluvial, junto com a água da chuva. Quando chovia demais, o volume de água saturava todo o sistema: a separação ficava incompleta, a água não saía totalmente descontaminada e a empresa precisava terceirizar o tratamento dessa água misturada ao óleo.
Além do custo, havia o compromisso ambiental: não mandar nada de óleo para a rede pública e cumprir a legislação, sem causar dano ao meio ambiente.
A solução projetada pela Eng.ª Janaína Sehn
A solução teve duas partes:
- Mais estágios de separação: a caixa separadora ganhou divisórias que diminuem a velocidade do fluxo e retêm o óleo antes do último compartimento.
- O skimmer de fita maior da linha: como chega muito óleo à caixa, a equipe escolheu o TWS-4000, com fita de 200 mm de largura e capacidade de até 125 litros de óleo por hora.
"Como tem bastante vazamento na nossa área, todo esse óleo vem pela rede pluvial até a caixa separadora. Então a gente instalou o skimmer com a fita maior justamente para poder remover a quantidade elevada de óleo que chega até essa caixa." Eng.ª Janaína Sehn, Vital Lubrificantes
Como o sistema funciona hoje
- A água oleosa da rede pluvial entra na caixa separadora e passa pelas divisórias, que reduzem a vazão e seguram o óleo na superfície.
- A fita do TWS-4000 gira mergulhada no compartimento, e o óleo adere a ela.
- Um raspador interno retira o óleo da fita, e ele desce por uma tubulação até um reservatório.
- Do reservatório, o óleo é transferido para os tanques da empresa e levado de volta à fábrica.
- Na fábrica, ele é reprocessado e volta a ser usado na produção de lubrificantes.
Resultado: o óleo volta para a produção
Com os novos estágios e o skimmer, o óleo fica retido antes do último compartimento e a ETE deixa de mandar óleo para a rede pública, resolvendo o problema que antes obrigava a terceirizar o tratamento. O que seria resíduo virou matéria-prima: o óleo recolhido volta para a fábrica e é reprocessado na produção de novos lubrificantes.
Veja o sistema em funcionamento
Vídeo: comentários da Eng.ª Janaína Sehn na ETE da Vital Lubrificantes (julho de 2024).
Perguntas frequentes
Por que a ETE oleosa satura em dias de chuva?
Quando o óleo chega à caixa separadora pela rede pluvial, a chuva aumenta muito a vazão. Com mais água passando, o tempo de permanência na caixa cai, o óleo não tem tempo de subir e se separar, e parte dele segue adiante.
Como as divisórias ajudam a separar o óleo da água?
As divisórias criam mais estágios de separação: reduzem a velocidade do fluxo e retêm o óleo na superfície dos primeiros compartimentos, onde o skimmer o recolhe antes que chegue ao último compartimento.
O óleo recolhido pelo skimmer pode ser reaproveitado?
Sim. No caso da Vital, o óleo recolhido volta para a fábrica e é reprocessado na produção de lubrificantes. Em outras empresas, o óleo usado separado pode ser vendido para o rerrefino, conforme a Resolução Conama 362/2005.
Qual skimmer foi usado na ETE da Vital?
O TWS-4000 da Tecwag, o skimmer de fita mais robusto da linha, com fita de 200 mm de largura e capacidade de até 125 litros de óleo por hora.
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Tem um problema parecido na sua ETE? Fale com a Tecwag pelo telefone +55 (54) 3224-1815 ou pela página do TWS-4000, onde também está a ficha técnica. Para áreas classificadas, veja a versão à prova de explosão TWS-4000 Exp.